Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - O homem encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da "máquina"(organização) e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.
Está na hora de desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências'.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe a nós fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se você ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' voce corre o risco de ser aquele tipo de profissional, que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo.
E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas' e ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível"
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa.
Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso. "
"No mundo sempre existirão pessoas que vão lhe amar pelo que você é, e outras, que vão lhe odiar pelo mesmo motivo... Acostume-se..."
*Colaboração do amigo Pedro Luciano, encaminhada por e-mail.
O presente blog tem por finalidae compartilhar conhecimentos através da reprodução de Grandes Lições/Ensinamentos de Filósofos, Psicólogos,Religiosos, Lideres Espirituais, e Educadores que nos remetem a reflexão sobre a Vida e que nos deixam alguns valores morais ou éticos ou pricípios que se interiorizados contribuirão sobremaneira para aperfeiçoamento do ser humano.
domingo, 25 de abril de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Sócrates - O maior de todos os filósofos
Sócrates foi muito mais do que um filósofo. Ele dominou o cenário intelectual e político de Atenas, enterrou de vez o politeísmo na Grécia antiga, serviu de espelho para dezenas de jovens em busca de conhecimento e, como se não bastasse, exerceu uma influência poderosa sobre toda a civilização ocidental.
Apesar de tantos méritos, Sócrates não deixou uma linha sequer escrita. Tudo o que se sabe sobre suas idéias foi compilado por seu discípulo Platão. Ele propriamente nunca escreveu nada. Por isso, muitos chegaram a duvidar da existência desse filósofo, cogitando se Sócrates não seria uma figura alegórica que reuniria diversos pensadores da época.
Feio e deselegante
Os textos de Platão e testemunhos da época, porém, não deixam dúvida acerca da existência de Sócrates (470 a.C.–399 a.C.). A única imagem existente dele (um busto esculpido em pedra) nos mostra um homem que estava longe de ser bonito.
Cabeça calva, rosto redondo, olhos fundos e arregalados, nariz largo... Essas são as características que compõem o seu retrato. Além disso, Sócrates andava sempre com a mesma túnica amarrotada, vagando pelas ruas de Atenas.
Filho de parteira
Sócrates era filho de um escultor, Sofronisco, e de uma parteira, Fenareta. Teria seguido, durante algum tempo, a profissão do pai e, provavelmente, teve a mesma educação dos jovens da época, aprendendo música, ginástica e gramática.
Sócrates foi beneficiado também por ter vivido numa época áurea para a Grécia, na qual grandes artistas embelezavam Atenas, os pensadores propagavam suas idéias em outras regiões da Grécia e as grandes tragédias eram encenadas. Quando Ésquilo morreu, por exemplo, Sócrates tinha 14 anos.
Ídolo da juventude
Estética à parte, Sócrates era verdadeiramente adorado por seus alunos. Onde ele falava, reunia multidões de jovens, ávidos por ouvir suas palavras de sabedoria. Jovens ricos, como Platão e Alcibíades, deleitavam-se com as críticas de Sócrates à democracia ateniense e com suas reflexões sobre a virtude e a ética.
Como Sócrates vivia, no entanto, permanece um mistério. Ele não trabalhava, vivia em almoços e jantares com seus admiradores, mas ninguém sabe como se mantinha. Diz-se que ele era casado e tinha filhos, apesar de ter dado pouca atenção à família.
Oráculo
Sócrates dizia que o começo da filosofia se dava quando as pessoas duvidavam de suas próprias certezas, admitiam a ignorância e abriam mão dos dogmas. E um fato que viria a marcar o resto da sua existência foi a declaração, pelo oráculo de Delfos, de que ele era o mais sábio dos homens.
Atônito diante dessas palavras, Sócrates ficou se perguntando como ele poderia ser esse homem tão sábio, logo ele, que se considerava um ignorante. A partir dessas reflexões, o filósofo concluiu que sua sabedoria só poderia residir na consciência que tinha do fato de que nada sabia. Por isso, cunhou a famosa frase: “Só sei uma coisa: é que nada sei”.
Autoconhecimento
As palavras do oráculo soaram aos ouvidos de Sócrates como a enunciação de uma missão: ir em busca dos que se julgavam sábios e mostrar-lhes que eram ignorantes. Na praça pública de Atenas (chamada pelos gregos de ágora), Sócrates questionava os conhecimentos até provar à própria pessoa — e a quem os assistia — que a sabedoria dela era ilusória.
Segundo Sócrates, as crenças humanas podem esconder desejos secretos que usam o pensamento para gerar idéias pretensamente lógicas. Para evitar esse engodo, Sócrates dizia que não poderia haver filosofia sem autoconhecimento. E aí surge outra frase famosa do filósofo: “Conhece-te a ti mesmo”.
Eterno questionador
Sócrates dedicava-se muito mais a perguntar do que a responder. Ele questionava conceitos como honra, valores, moralidade e ética e perguntava-se o que o homem queria dizer com eles.
Ele deslocou a reflexão filosófica da natureza — priorizada pelos pré-socráticos — para o homem, alegando que as questões relativas ao ser humano são as que merecem mais reflexão.
Diálogos
Sócrates desenvolveu uma investigação quase compulsiva pelo significado das palavras. Seu objetivo, porém, não era chegar a definições e conceitos definitivos. O que lhe interessava era apenas a troca de idéias, a conversa. A meta da discussão não era o assunto em si, mas o interlocutor.
Se conseguisse convencer seus interlocutores de que eram detentores de falsas verdades, que o conhecimento é limitado e que conceitos são obscuros, Sócrates dava-se por satisfeito. Para ele, o reencontro consigo mesmo só poderia se dar a partir da consciência da própria ignorância.
Parto de idéias
Para trazer à tona a “verdade” do sujeito, o que lhe vai na alma, Sócrates criou um método específico. Esse método chama-se maiêutica, que significa parto de idéias, em homenagem à sua mãe, que era parteira.
Na maiêutica, Sócrates estimulava seus alunos a dar à luz novas idéias. Interrogando-os incessantemente, ele fazia surgir a verdade escondida neles. Num jogo praticamente sem fim, o filósofo desafiava os interlocutores-discípulos a parir o que estava escondido, ignorado por eles mesmos.
A busca da cura
Numa fala atribuída a Sócrates, ele teria dito que se comparava aos médicos, na medida em que submetia os interlocutores ao remédio amargo da ironia. E, somente com ela, a pessoa poderia recuperar a sua saúde mental, que seria o autoconhecimento.
Na verdade, o sentido da filosofia — que era a própria missão de Sócrates — nada mais era do que conduzir o sujeito a pensar. Os pensamentos agiriam como um bálsamo, um remédio que cura as feridas da ignorância.
Inventor da ética
Sócrates não estava mais preocupado com a origem do cosmos (como as pessoas no tempo da mitologia) nem com o elemento que seria a essência de tudo (como os pré-socráticos). Para ele, o fundamental era a reflexão sobre a vida da pólis (cidade), os costumes e comportamentos.
Juntos, esses fatores formam o que os gregos chamavam de ethos (estilo de vida). Sócrates é, então, o inventor da ética. Ele foi o primeiro a questionar as ações humanas e os valores subjacentes a elas.
“Crianças” da Filosofia
Sócrates e seus seguidores, Platão e Aristóteles, desprezaram as idéias dos pré-socráticos, qualificando-os como as “crianças” da Filosofia. Essa maneira pejorativa de encarar os primeiros filósofos da História manteve-se durante séculos e séculos.
Somente a partir do final do século XIX e início do século XX é que as idéias pré-socráticas começaram a ser resgatadas. Filósofos, como os alemães Nietzsche e Heidegger, reabilitaram figuras como Heráclito, por exemplo, por acreditarem que elas se preocuparam com a questão do ser e simbolizaram o início grandioso da Filosofia.
Julgamento
Por seu caráter desafiador e questionador, Sócrates foi considerado um inimigo da democracia ateniense e um elemento corruptor da juventude. Na sua ânsia de despertar a sede do conhecimento em todos, ele desafiou preconceitos sociais da época, como, por exemplo, o de que um escravo não teria condições de conceber e assimilar idéias.
No ano de 399 a.C., um tribunal formado por cidadãos provenientes de dez tribos que compunham a população de Atenas reuniu-se para julgar Sócrates. O filósofo foi acusado por três figuras da sociedade — Meleto, Ânito e Lícon — de não reconhecer os deuses do Estado, introduzir novas divindades e corromper a juventude.
O relato de Platão
O relato do julgamento de Sócrates foi feito por Platão — Apologia de Sócrates — e é tido como bastante fiel aos fatos. Segundo a narrativa, o filósofo se manteve calmo durante todo o julgamento, dialogou com seus acusadores e, em nenhum momento, apelou para o pedido de clemência ou a bajulação.
Quando foi condenado, Sócrates poderia ainda escolher uma pena, como o pagamento de uma multa, por exemplo. Mas ele preferiu que os próprios acusadores determinassem a pena. Aos 72 anos, ele foi condenado a beber cicuta (um tipo de veneno), mas, antes, disse: “Eis a hora de partirmos, eu para a morte, vós para a vida. Quem de nós segue o melhor rumo, ninguém o sabe, exceto Deus”.
Dignidade
Depois da sua condenação à morte, Sócrates ainda teve de esperar trinta dias pela execução da pena. Nesse período, o filósofo permaneceu na prisão, onde teve diálogos com seus discípulos e amigos. Muitos deles estão na obra Fédon, de Platão.
Um tema constante nesses diálogos é o significado da morte. Sócrates, porém, recusou-se a defini-la ou temê-la. Na véspera de sua morte, os amigos lhe imploraram que fugisse, mas ele não aceitou essa possibilidade. Segundo ele, a única coisa que importa é viver honestamente, sem cometer injustiças, nem mesmo em retribuição a uma injustiça recebida.
A última cena
Sócrates manteve-se fiel à sua consciência até o último momento, optando por aceitar a pena escolhida por seus acusadores: a morte. Na despedida, entraram a mulher do filósofo, Xantipa, e seus filhos.
Sócrates permaneceu sereno até o final. Imperturbável, tomou o veneno de um só gole. Os amigos ameaçaram chorar, mas ele os confortou, pedindo que fossem fortes. Ao sentir os primeiros efeitos da cicuta, o filósofo se deitou. Morreu em paz com sua consciência, fiel a si mesmo e aos amigos: preferiu morrer a admitir a culpa de algo que não tinha feito.
Fonte: Revista Grécia Terra dos Deuses. Os Grandes Filósofos. Nº 02, São Paulo: Editora Escala, pp. 20 a 27.
Extraído do site da Editora Construir: WWW.construirnoticias.com.br
Apesar de tantos méritos, Sócrates não deixou uma linha sequer escrita. Tudo o que se sabe sobre suas idéias foi compilado por seu discípulo Platão. Ele propriamente nunca escreveu nada. Por isso, muitos chegaram a duvidar da existência desse filósofo, cogitando se Sócrates não seria uma figura alegórica que reuniria diversos pensadores da época.
Feio e deselegante
Os textos de Platão e testemunhos da época, porém, não deixam dúvida acerca da existência de Sócrates (470 a.C.–399 a.C.). A única imagem existente dele (um busto esculpido em pedra) nos mostra um homem que estava longe de ser bonito.
Cabeça calva, rosto redondo, olhos fundos e arregalados, nariz largo... Essas são as características que compõem o seu retrato. Além disso, Sócrates andava sempre com a mesma túnica amarrotada, vagando pelas ruas de Atenas.
Filho de parteira
Sócrates era filho de um escultor, Sofronisco, e de uma parteira, Fenareta. Teria seguido, durante algum tempo, a profissão do pai e, provavelmente, teve a mesma educação dos jovens da época, aprendendo música, ginástica e gramática.
Sócrates foi beneficiado também por ter vivido numa época áurea para a Grécia, na qual grandes artistas embelezavam Atenas, os pensadores propagavam suas idéias em outras regiões da Grécia e as grandes tragédias eram encenadas. Quando Ésquilo morreu, por exemplo, Sócrates tinha 14 anos.
Ídolo da juventude
Estética à parte, Sócrates era verdadeiramente adorado por seus alunos. Onde ele falava, reunia multidões de jovens, ávidos por ouvir suas palavras de sabedoria. Jovens ricos, como Platão e Alcibíades, deleitavam-se com as críticas de Sócrates à democracia ateniense e com suas reflexões sobre a virtude e a ética.
Como Sócrates vivia, no entanto, permanece um mistério. Ele não trabalhava, vivia em almoços e jantares com seus admiradores, mas ninguém sabe como se mantinha. Diz-se que ele era casado e tinha filhos, apesar de ter dado pouca atenção à família.
Oráculo
Sócrates dizia que o começo da filosofia se dava quando as pessoas duvidavam de suas próprias certezas, admitiam a ignorância e abriam mão dos dogmas. E um fato que viria a marcar o resto da sua existência foi a declaração, pelo oráculo de Delfos, de que ele era o mais sábio dos homens.
Atônito diante dessas palavras, Sócrates ficou se perguntando como ele poderia ser esse homem tão sábio, logo ele, que se considerava um ignorante. A partir dessas reflexões, o filósofo concluiu que sua sabedoria só poderia residir na consciência que tinha do fato de que nada sabia. Por isso, cunhou a famosa frase: “Só sei uma coisa: é que nada sei”.
Autoconhecimento
As palavras do oráculo soaram aos ouvidos de Sócrates como a enunciação de uma missão: ir em busca dos que se julgavam sábios e mostrar-lhes que eram ignorantes. Na praça pública de Atenas (chamada pelos gregos de ágora), Sócrates questionava os conhecimentos até provar à própria pessoa — e a quem os assistia — que a sabedoria dela era ilusória.
Segundo Sócrates, as crenças humanas podem esconder desejos secretos que usam o pensamento para gerar idéias pretensamente lógicas. Para evitar esse engodo, Sócrates dizia que não poderia haver filosofia sem autoconhecimento. E aí surge outra frase famosa do filósofo: “Conhece-te a ti mesmo”.
Eterno questionador
Sócrates dedicava-se muito mais a perguntar do que a responder. Ele questionava conceitos como honra, valores, moralidade e ética e perguntava-se o que o homem queria dizer com eles.
Ele deslocou a reflexão filosófica da natureza — priorizada pelos pré-socráticos — para o homem, alegando que as questões relativas ao ser humano são as que merecem mais reflexão.
Diálogos
Sócrates desenvolveu uma investigação quase compulsiva pelo significado das palavras. Seu objetivo, porém, não era chegar a definições e conceitos definitivos. O que lhe interessava era apenas a troca de idéias, a conversa. A meta da discussão não era o assunto em si, mas o interlocutor.
Se conseguisse convencer seus interlocutores de que eram detentores de falsas verdades, que o conhecimento é limitado e que conceitos são obscuros, Sócrates dava-se por satisfeito. Para ele, o reencontro consigo mesmo só poderia se dar a partir da consciência da própria ignorância.
Parto de idéias
Para trazer à tona a “verdade” do sujeito, o que lhe vai na alma, Sócrates criou um método específico. Esse método chama-se maiêutica, que significa parto de idéias, em homenagem à sua mãe, que era parteira.
Na maiêutica, Sócrates estimulava seus alunos a dar à luz novas idéias. Interrogando-os incessantemente, ele fazia surgir a verdade escondida neles. Num jogo praticamente sem fim, o filósofo desafiava os interlocutores-discípulos a parir o que estava escondido, ignorado por eles mesmos.
A busca da cura
Numa fala atribuída a Sócrates, ele teria dito que se comparava aos médicos, na medida em que submetia os interlocutores ao remédio amargo da ironia. E, somente com ela, a pessoa poderia recuperar a sua saúde mental, que seria o autoconhecimento.
Na verdade, o sentido da filosofia — que era a própria missão de Sócrates — nada mais era do que conduzir o sujeito a pensar. Os pensamentos agiriam como um bálsamo, um remédio que cura as feridas da ignorância.
Inventor da ética
Sócrates não estava mais preocupado com a origem do cosmos (como as pessoas no tempo da mitologia) nem com o elemento que seria a essência de tudo (como os pré-socráticos). Para ele, o fundamental era a reflexão sobre a vida da pólis (cidade), os costumes e comportamentos.
Juntos, esses fatores formam o que os gregos chamavam de ethos (estilo de vida). Sócrates é, então, o inventor da ética. Ele foi o primeiro a questionar as ações humanas e os valores subjacentes a elas.
“Crianças” da Filosofia
Sócrates e seus seguidores, Platão e Aristóteles, desprezaram as idéias dos pré-socráticos, qualificando-os como as “crianças” da Filosofia. Essa maneira pejorativa de encarar os primeiros filósofos da História manteve-se durante séculos e séculos.
Somente a partir do final do século XIX e início do século XX é que as idéias pré-socráticas começaram a ser resgatadas. Filósofos, como os alemães Nietzsche e Heidegger, reabilitaram figuras como Heráclito, por exemplo, por acreditarem que elas se preocuparam com a questão do ser e simbolizaram o início grandioso da Filosofia.
Julgamento
Por seu caráter desafiador e questionador, Sócrates foi considerado um inimigo da democracia ateniense e um elemento corruptor da juventude. Na sua ânsia de despertar a sede do conhecimento em todos, ele desafiou preconceitos sociais da época, como, por exemplo, o de que um escravo não teria condições de conceber e assimilar idéias.
No ano de 399 a.C., um tribunal formado por cidadãos provenientes de dez tribos que compunham a população de Atenas reuniu-se para julgar Sócrates. O filósofo foi acusado por três figuras da sociedade — Meleto, Ânito e Lícon — de não reconhecer os deuses do Estado, introduzir novas divindades e corromper a juventude.
O relato de Platão
O relato do julgamento de Sócrates foi feito por Platão — Apologia de Sócrates — e é tido como bastante fiel aos fatos. Segundo a narrativa, o filósofo se manteve calmo durante todo o julgamento, dialogou com seus acusadores e, em nenhum momento, apelou para o pedido de clemência ou a bajulação.
Quando foi condenado, Sócrates poderia ainda escolher uma pena, como o pagamento de uma multa, por exemplo. Mas ele preferiu que os próprios acusadores determinassem a pena. Aos 72 anos, ele foi condenado a beber cicuta (um tipo de veneno), mas, antes, disse: “Eis a hora de partirmos, eu para a morte, vós para a vida. Quem de nós segue o melhor rumo, ninguém o sabe, exceto Deus”.
Dignidade
Depois da sua condenação à morte, Sócrates ainda teve de esperar trinta dias pela execução da pena. Nesse período, o filósofo permaneceu na prisão, onde teve diálogos com seus discípulos e amigos. Muitos deles estão na obra Fédon, de Platão.
Um tema constante nesses diálogos é o significado da morte. Sócrates, porém, recusou-se a defini-la ou temê-la. Na véspera de sua morte, os amigos lhe imploraram que fugisse, mas ele não aceitou essa possibilidade. Segundo ele, a única coisa que importa é viver honestamente, sem cometer injustiças, nem mesmo em retribuição a uma injustiça recebida.
A última cena
Sócrates manteve-se fiel à sua consciência até o último momento, optando por aceitar a pena escolhida por seus acusadores: a morte. Na despedida, entraram a mulher do filósofo, Xantipa, e seus filhos.
Sócrates permaneceu sereno até o final. Imperturbável, tomou o veneno de um só gole. Os amigos ameaçaram chorar, mas ele os confortou, pedindo que fossem fortes. Ao sentir os primeiros efeitos da cicuta, o filósofo se deitou. Morreu em paz com sua consciência, fiel a si mesmo e aos amigos: preferiu morrer a admitir a culpa de algo que não tinha feito.
Fonte: Revista Grécia Terra dos Deuses. Os Grandes Filósofos. Nº 02, São Paulo: Editora Escala, pp. 20 a 27.
Extraído do site da Editora Construir: WWW.construirnoticias.com.br
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
DEUS CAPACITA OS ESCOLHIDOS
Conta certa lenda,
que estavam duas crianças
patinando num lago congelado.
Era uma tarde nublada
e fria e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo se quebrou
e uma delas caiu,
ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu amiguinho preso
e se congelando, tirou um dos patins
e começou a golpear o gelo com todas
as suas forças, conseguindo por fim
quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram
e viram o que havia acontecido,
perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso?
É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo,
sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local,
comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples - respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor,
para lhe dizer que não seria capaz.
"Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados,
CAPACITA OS ESCOLHIDOS.
Fazer ou não fazer algo só depende
de nossa vontade e perseverança
Mt 22:14- Porque muitos são chamados.
MAS POUCOS OS ESCOLHIDOS..
Confie...
que estavam duas crianças
patinando num lago congelado.
Era uma tarde nublada
e fria e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo se quebrou
e uma delas caiu,
ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu amiguinho preso
e se congelando, tirou um dos patins
e começou a golpear o gelo com todas
as suas forças, conseguindo por fim
quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram
e viram o que havia acontecido,
perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso?
É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo,
sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local,
comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples - respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor,
para lhe dizer que não seria capaz.
"Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados,
CAPACITA OS ESCOLHIDOS.
Fazer ou não fazer algo só depende
de nossa vontade e perseverança
Mt 22:14- Porque muitos são chamados.
MAS POUCOS OS ESCOLHIDOS..
Confie...
Deus Sempre Age Certo
Certa vez, um homem pediu a Deus uma flor e uma borboleta. Mas Deus lhe deu um cacto e uma lagarta. O homem ficou triste pois não entendeu o porquê do seu pedido vir errado.
Daí pensou: Também, com tanta gente para atender... e resolveu não questionar.
Passado algum tempo, o homem foi verificar o pedido que deixou esquecido. Para sua surpresa, do espinhoso e feio cacto havia nascido a mais bela das flores e a horrível lagarta transformara-se em uma belíssima borboleta.
Deus sempre age certo. O seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossos olhos pareça estar dando tudo errado.
Se você pediu a Deus uma coisa e recebeu outra, confie. Tenha a certeza de que Ele sempre dá o que você precisa, no momento certo.
Nem sempre o que você deseja..., é o que você precisa. Como Ele nunca erra na entrega de seus pedidos, siga em frente sem murmurar ou duvidar.
O espinho de hoje..., será a flor de amanhã!
Daí pensou: Também, com tanta gente para atender... e resolveu não questionar.
Passado algum tempo, o homem foi verificar o pedido que deixou esquecido. Para sua surpresa, do espinhoso e feio cacto havia nascido a mais bela das flores e a horrível lagarta transformara-se em uma belíssima borboleta.
Deus sempre age certo. O seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossos olhos pareça estar dando tudo errado.
Se você pediu a Deus uma coisa e recebeu outra, confie. Tenha a certeza de que Ele sempre dá o que você precisa, no momento certo.
Nem sempre o que você deseja..., é o que você precisa. Como Ele nunca erra na entrega de seus pedidos, siga em frente sem murmurar ou duvidar.
O espinho de hoje..., será a flor de amanhã!
3 frases de profunda sabedoria.
Concentre-se nas frases abaixo:
1. ' Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez'.
2. 'Quando Deus tira algo de você, Ele não está punindo-o, mas apenas
abrindo suas mãos para receber algo melhor'.
3. 'A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não possa
protegê-lo'.
Chico Xavier
1. ' Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez'.
2. 'Quando Deus tira algo de você, Ele não está punindo-o, mas apenas
abrindo suas mãos para receber algo melhor'.
3. 'A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não possa
protegê-lo'.
Chico Xavier
O ONTEM E O HOJE
O ONTEM E O HOJE
A saudade imensa que me envolve, deixa-me imerso numa tristeza sem quadrantes. O ontem foi de alegria para mim, entre aquelas crianças que eu tanto queria e me chamavam de pai, mas sabia que tinha compromissos muito grande com aqueles irmãos de jornada.
O meu coração pulsava feliz por tudo o que fazia pelo meu querido “LAR DE JOSÉ” e por aqueles irmãozinhos que eu tanto amava, e quando eu não podia fazer, muitas vezes meus olhos se enchiam de lágrimas, por não poder dar tudo o que eles mereciam.Também, quando recebia irmãos de outras terras, a felicidade para mim era completa. Estes meus queridos companheiros foram o meu ontem, que preferia que ainda fosse o meu hoje.
A tristeza do meu hoje, é ver-me apartado de todos vocês queridos irmãos, já não podendo estar ombro a ombro nos vossos empreendimentos, por falta ainda de condições psicológicas.
A tristeza que tenho hoje é não poder estar ao lado dos irmãos que ficaram no “LAR DE JHOSÉ”. A saudade também que tenho daquela terra generosa que me acolheu em seu seio e tive oportunidade de me aproximar daqueles irmãozinhos que me deram tanto amor.
O meu lar aqui, é uma casa de tratamento onde ainda estou procurando corrigir defeitos que são muitos, mas em breve estarei novamente com vocês, talvez em condições de já poder viver o meu hoje onde sou o menor dos mais pequenos.
Pequenino
A presente mensagem foi recebida pelo médium ÁLVARO DE ARAÚJO BAENA na reunião do “LAR DE MARIA” EM 18/09/1980 em Belém do Pará.
A saudade imensa que me envolve, deixa-me imerso numa tristeza sem quadrantes. O ontem foi de alegria para mim, entre aquelas crianças que eu tanto queria e me chamavam de pai, mas sabia que tinha compromissos muito grande com aqueles irmãos de jornada.
O meu coração pulsava feliz por tudo o que fazia pelo meu querido “LAR DE JOSÉ” e por aqueles irmãozinhos que eu tanto amava, e quando eu não podia fazer, muitas vezes meus olhos se enchiam de lágrimas, por não poder dar tudo o que eles mereciam.Também, quando recebia irmãos de outras terras, a felicidade para mim era completa. Estes meus queridos companheiros foram o meu ontem, que preferia que ainda fosse o meu hoje.
A tristeza do meu hoje, é ver-me apartado de todos vocês queridos irmãos, já não podendo estar ombro a ombro nos vossos empreendimentos, por falta ainda de condições psicológicas.
A tristeza que tenho hoje é não poder estar ao lado dos irmãos que ficaram no “LAR DE JHOSÉ”. A saudade também que tenho daquela terra generosa que me acolheu em seu seio e tive oportunidade de me aproximar daqueles irmãozinhos que me deram tanto amor.
O meu lar aqui, é uma casa de tratamento onde ainda estou procurando corrigir defeitos que são muitos, mas em breve estarei novamente com vocês, talvez em condições de já poder viver o meu hoje onde sou o menor dos mais pequenos.
Pequenino
A presente mensagem foi recebida pelo médium ÁLVARO DE ARAÚJO BAENA na reunião do “LAR DE MARIA” EM 18/09/1980 em Belém do Pará.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Amigo de Si Mesmo
(texto de Martha Medeiros, publicado no jornal Zero Hora/RS - outubro/2009)
Em seu recém-lançado livro "Quem Pensas Tu que Eu Sou?", o psicanalista Abrão Slavutsky reflete sobre a necessidade de conquistar o reconhecimento alheio para que possamos desenvolver nossa autoestima. Mas como sermos percebidos generosamente pelo olhar dos outros? Os ensaios que compõem o livro percorrem vários caminhos para encontrar essa resposta, em capítulos com títulos instigantes como Se o Cigarro de García Márquez Falasse, Somos Todos Estranhos ou A Crueldade é Humana. Mas já no prólogo o autor oferece a primeira pílula de sabedoria. Ele reproduz uma questão levantada e respondida pelo filósofo Sêneca: "Perguntas-me qual foi meu maior progresso? Comecei a ser amigo de mim mesmo".
Como sempre, nosso bem-estar emocional é alcançado com soluções simples, mas poucos levam isso em conta, já que a simplicidade nunca teve muito cartaz entre os que apreciam uma complicaçãozinha. Acreditando que a vida é mais rica no conflito, acabam dispensando esse pó de pirilimpimpim.
Para ser amigo de si mesmo é preciso estar atento a algumas condições do espírito. A primeira aliada da camaradagem é a humildade. Jamais seremos amigos de nós mesmos se continuarmos a interpretar o papel de Hércules ou de qualquer super-herói invencível. Encare-se no espelho e pergunte: quem eu penso que sou? E chore, porque você é fraco, erra, se engana, explode, faz bobagem.. E aí enxugue as lágrimas e perdoe-se, que é o que bons amigos fazem: perdoam.
Ser amigo de si mesmo passa também pelo bom humor. Como ainda há quem não entenda que sem humor não existe chance de sobrevivência? Já martelei muito nesse assunto, então vou usar as palavras de Abrão Slavutsky: "Para atingir a verdade, é preciso superar a seriedade da certeza". É uma frase genial. O bem-humorado respeita as certezas, mas as transcende. Só assim o sujeito passa a se divertir com o imponderável da vida e a tolerar suas dificuldades.
Amigar-se consigo também passa pelo que muitos chamam de egoísmo, mas será? Se você faz algo de bom para si próprio estará automaticamente fazendo mal para os outros? Ora. Faça o bem para si e acredite: ninguém vai se chatear com isso. Negue-se a participar de coisas em que não acredita ou que simplesmente o aborrecem. Presenteie-se com boa música, bons livros e boas conversas. Não troque sua paz por encenação. Não faça nada que o desagrade só para agradar aos outros. Mas seja gentil e educado, isso reforça laços, está incluído no projeto "ser amigo de si mesmo".
Por fim, pare de pensar. É o melhor conselho que um amigo pode dar a outro: pare de fazer fantasias, sentir-se perseguido, neurotizar relações, comprar briga por besteira, maximizar pequenas chatices, estender discussões, buscar no passado as justificativas para ser do jeito que é, fazendo a linha "sou rebelde porque o mundo quis assim". Sem essa. O mundo nem estava prestando atenção em você, acorde. Salve-se dos seus traumas de infância.
Quem não consegue sozinho, deve acudir-se com um terapeuta. Só não pode esquecer: sem amizade por si próprio, nunca haverá progresso possível, como bem escreveu Sêneca cerca de 2.000 anos atrás. Permanecerá enredado em suas próprias angústias e sendo nada menos que seu pior inimigo.
Em seu recém-lançado livro "Quem Pensas Tu que Eu Sou?", o psicanalista Abrão Slavutsky reflete sobre a necessidade de conquistar o reconhecimento alheio para que possamos desenvolver nossa autoestima. Mas como sermos percebidos generosamente pelo olhar dos outros? Os ensaios que compõem o livro percorrem vários caminhos para encontrar essa resposta, em capítulos com títulos instigantes como Se o Cigarro de García Márquez Falasse, Somos Todos Estranhos ou A Crueldade é Humana. Mas já no prólogo o autor oferece a primeira pílula de sabedoria. Ele reproduz uma questão levantada e respondida pelo filósofo Sêneca: "Perguntas-me qual foi meu maior progresso? Comecei a ser amigo de mim mesmo".
Como sempre, nosso bem-estar emocional é alcançado com soluções simples, mas poucos levam isso em conta, já que a simplicidade nunca teve muito cartaz entre os que apreciam uma complicaçãozinha. Acreditando que a vida é mais rica no conflito, acabam dispensando esse pó de pirilimpimpim.
Para ser amigo de si mesmo é preciso estar atento a algumas condições do espírito. A primeira aliada da camaradagem é a humildade. Jamais seremos amigos de nós mesmos se continuarmos a interpretar o papel de Hércules ou de qualquer super-herói invencível. Encare-se no espelho e pergunte: quem eu penso que sou? E chore, porque você é fraco, erra, se engana, explode, faz bobagem.. E aí enxugue as lágrimas e perdoe-se, que é o que bons amigos fazem: perdoam.
Ser amigo de si mesmo passa também pelo bom humor. Como ainda há quem não entenda que sem humor não existe chance de sobrevivência? Já martelei muito nesse assunto, então vou usar as palavras de Abrão Slavutsky: "Para atingir a verdade, é preciso superar a seriedade da certeza". É uma frase genial. O bem-humorado respeita as certezas, mas as transcende. Só assim o sujeito passa a se divertir com o imponderável da vida e a tolerar suas dificuldades.
Amigar-se consigo também passa pelo que muitos chamam de egoísmo, mas será? Se você faz algo de bom para si próprio estará automaticamente fazendo mal para os outros? Ora. Faça o bem para si e acredite: ninguém vai se chatear com isso. Negue-se a participar de coisas em que não acredita ou que simplesmente o aborrecem. Presenteie-se com boa música, bons livros e boas conversas. Não troque sua paz por encenação. Não faça nada que o desagrade só para agradar aos outros. Mas seja gentil e educado, isso reforça laços, está incluído no projeto "ser amigo de si mesmo".
Por fim, pare de pensar. É o melhor conselho que um amigo pode dar a outro: pare de fazer fantasias, sentir-se perseguido, neurotizar relações, comprar briga por besteira, maximizar pequenas chatices, estender discussões, buscar no passado as justificativas para ser do jeito que é, fazendo a linha "sou rebelde porque o mundo quis assim". Sem essa. O mundo nem estava prestando atenção em você, acorde. Salve-se dos seus traumas de infância.
Quem não consegue sozinho, deve acudir-se com um terapeuta. Só não pode esquecer: sem amizade por si próprio, nunca haverá progresso possível, como bem escreveu Sêneca cerca de 2.000 anos atrás. Permanecerá enredado em suas próprias angústias e sendo nada menos que seu pior inimigo.
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